
Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (21), a categoria dos médicos de Alagoas decidiu não aderir à paralisação de 72 horas proposta pelos demais servidores da saúde do Estado para 28 de março. O secretário de saúde de Alagoas, Alexandre de Melo Toledo, participou da reunião dos médicos, na sede do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), no bairro do Trapiche da Barra.
O secretário Alexandre Toledo explicou que sua participação não implicaria discussão sobre salários, o que segundo ele, é de responsabilidade da Secretaria de Gestão Pública. O gestor garantiu que as gratificações, que inicialmente seriam concedidas somente para 17 cirurgiões, serão dadas para todos os médicos do Estado.
De acordo com o presidente do Sinmed, Wellington Galvão, o gestor da saúde foi convidado para a assembleia, que começou com indicativo de greve, para apaziguar os ânimos de médicos efetivos que se sentem prejudicados pela diferença salarial entre eles e médicos prestadores de serviço. “No HGE, existem seis tipos de salários, isso causa desconforto entre os médicos”, disse Wellington. Alguns profissionais presentes reafirmaram a posição do presidente, dizendo que se sentem menosprezados por trabalhar pela mesma quantidade de horas, mas receber três ou até quatro vezes menos.
Uma pauta sobre as tramitações das gratificações e a implantação do Plano de Cargo, Carreiras e Vencimentos (PCCV), outra reivindicação dos médicos, foi marcada daqui a quinze dias. “A gratificação é emergencial, não é salário real, ela é um extintorzinho”, esclareceu o presidente do sindicato dos médicos.
Wellington Galvão elucidou também o porquê dos médicos não terem aderido à paralisação prevista para 28 de março, de acordo com o médico, a pauta dos médicos é diferente das pautas dos outros servidores da saúde do Estado. Ele explicou ainda quem seriam os 17 médicos que receberiam as gratificações. “Os cirurgiões que estão trabalhando sob liminar, os que pediriam demissão e sairiam do Estado”, complementou o médico.
O secretário da saúde disse também que a questão de defasagem salarial em Alagoas é histórica. E criticou o modelo atual de saúde pública. “Um faz que paga e outro que trabalha. Ninguém está ganhando com esse modelo que está funcionando hoje. Entendo que vocês fiquem insatisfeitos, mas questão salarial é com a secretaria de gestão. Estou aqui para tratar de uma média de remuneração em termo de Nordeste, não só para 17, mas para todos”- expôs Alexandre Toledo.
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