
A maioria dos postos de combustíveis de Maceió continua marcando na casa dos R$ 3,00 o preço da gasolina, apesar do anúncio, no início desta semana, do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que as quedas nos preços da gasolina e etanol, nos postos, começariam a ser sentidas pelos motoristas brasileiros.
Em Alagoas, o processo segue lentamente. Em alguns postos, o preço, ao invés de ter quedas, apresentou aumentos. Mas alguns comerciantes já começam a oferecer o litro da gasolina com um valor mais baixo, mostrando que as reduções deverão, a partir de agora, chegar ao bolso do consumidor.
O exemplo desta redução é o posto OK, localizado ao lado do supermercado Bompreço, no bairro da Pajuçara. No início da semana, o valor do litro da gasolina cobrado no local era de R$ 3,18. Desde ontem, a tabela já mostra a gasolina comum sendo vendida por R$ 2,93.
A determinação do Governo Federal é de uma redução média 6% para a gasolina. Já para o etanol hidratado, a redução deverá ser de 13%. Os percentuais de redução média foram estabelecidos, na última quarta-feira (11), pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
Mas a redução deverá ocorrer de forma gradativa. Isto porque o repasse dela, mais barato, aos consumidores, será sentido quando houver um suficiente estoque de álcool. Assim, os postos vão começar a receber o combustível com preços menores.
Na capital alagoana, o valor do litro do etanol não sai por menos de R$ 2,49. O início da safra da cana-de-açúcar já acarreta queda significativa nos preços do etanol, mas apenas uma pequena parte dessa redução já foi repassada ao consumidor.
Segundo o diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, nas usinas, os preços chegaram a cair 40%, mas, nas bombas, o etanol ficou apenas 4% mais barato para o consumidor.
Segundo dados da entidade que representa os usineiros, foram processadas até o final de abril 23,69 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, segundo . Desse total, 64,62% foram destinados à produção de etanol. Percentualmente, mais do que os 59,18% destinados à produção do biocombustível no mesmo período da safra anterior.
A fabricação de etanol atingiu 894,84 milhões de litros, sendo 329, 37 milhões de litros de álcool anidro (sem adição de água, usado na mistura com a gasolina) e 565,48 de álcool hidratado (combustível vendido nas bombas). De acordo com Padua Rodrigues, as usinas estão se esforçando para normalizar o fornecimento do combustível.
As vendas de etanol chegaram a 1,12 bilhão de litros em abril, sendo 592,79 milhões de litros de anidro e 528,04 milhões de litros de hidratado. Desse volume, 1,1 bilhão de litros foram destinados ao mercado interno e 16,5 milhões exportados. As importações do combustível totalizaram 113 milhões de litros. Em maio, a Unica estima que devam chegar do exterior mais 22 milhões de litros.
A comercialização de etanol hidratado no mercado interno teve queda de 37,32% em abril em relação a março e de 61,49% na comparação com o mesmo mês de 2010. Já as vendas de etanol anidro cresceram 40,05% em relação ao mesmo período do ano passado, por causa do mercado cativo da gasolina que, por lei, deve ser misturada ao biocombustível.
Em relação à produção de açúcar, houve queda de 68,89% em comparação com o mesmo período da safra anterior. Saíram das usinas 794,96 mil toneladas do produto.
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