
Próximo a um hotel na Jatiúca o ritmo de trabalho é intenso. Cerca de 200 sacos de areia são colocados, empilhados, para amenizar os impactos com o avanço do mar. Trabalhadores contratados pelo estabelecimento tentavam impedir que o estrago chegasse até a ciclovia e a estrutura do prédio. O serviço começou a ser feito esta semana.
O diretor do hotel, Frederico Melo, reconhece que o trabalho é apenas um paliativo. “Com a construção da ciclovia a situação piorou”, disse.
O engenheiro Helder Gazzaneo, da Secretaria de Infraestrutura de Maceió, informou que a prefeitura está concluindo a construção de uma barreira de contenção com objetivo de amortecer o impacto da maré sobre a área urbanizada da orla e evitar novos prejuízos causados pela erosão. “Nós fizemos a revitalização da orla de Ponta Verde e no ano seguinte a maré começou a provocar erosão. Para evitar que se danifique a obra e a orla, fizemos esse trabalho”, disse o engenheiro.
Gazzaneo lembrou que técnicos da prefeitura conversaram com especialistas no assunto e que os órgãos estão monitorando o avanço da maré. “Estamos monitorando e vamos fazer os trabalhos na área onde há risco, onde há locais mais críticos”, disse o engenheiro. Helder acrescenta que a barreira de contenção é uma obra cara e por isso mesmo não é possível fazer o serviço em toda extensão da orla marítima de Maceió.
O avanço da maré causou prejuízos no calçadão, e para a prefeitura, pode colocar em risco a segurança de quem usa o espaço para caminhadas e passeios.
A proteção já tinha sido feita com pedras, mas era preciso reforçar com a colocação do sistema de “bolsacreto”, que consiste na utilização de sacos preenchidos com cimento. A obra amortece a pancada da maré.
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