Walter Lima embeleza ainda mais Paripueira com suas Poesias.

Posted by blog teste On quarta-feira, 18 de maio de 2011 0 comentários


NA MINHA COMUNIDADE TEM! ...

Uma velha macumbeira
Que quer passar por artista
Um cara que fala errado
Querendo ser jornalista

Uma moça que não namora
Para o sossego dos pais dela
Outra menina que já deu
Mas jura que é donzela

Um cara que é “boiola”
Casado pra disfarçar
Uma casada fingida
Que deita pensando a quem dar

Um pedinte que estuda
Pensando em ser doutor
Outro que perdeu a conta
Das pontas que já levou

Uma gaga que lê mão
Um mudo que sabe inglês
Tem um crente que é ateu
E um cego que joga xadrez

Uma padaria que vende
Remédio pra ratos no balcão
Um restaurante que fecha
Na hora das refeições

Tem uma farmácia que vende
Cigarro na prateleira
E uma casa de carnes que tem
Desinfetantes na geladeira

Uma casa funerária
Que vende alem dos caixões
Tortas doces e salgados
Arreios, facas e facões

Tem um cemitério sem cruzes
Tem um sino sem badalo
E, eu que também faço parte
Desse rol de alienado.




PARIPUEIRA COM “EIRA e BEIRAS”.


“A mudança proporciona uma atenção maior, um apego contagia e faz estremecer barreiras inatingíveis, nessa mudança homens e mulheres arregaçam as mangas e saem pra uma luta”. Paripueira oriunda de colônia de pescadores, já pertenceu a São Luis do Quitunde e posteriormente a Barra de Santo Antonio. O Povoado teve influencia holandesa devida vária invasões feitas através do rio, motivo a denominar-se “Rio Forte”, por ter sido construído na parte elevada da margem, um “Forte” que servia de ponto de observação para os holandeses e trocas de mercadorias com indígenas. Daí o nome “PARIPUEIRA”, que na linguagem indígena quer dizer “Terra de Águas Mansas”, e segundo o historiador Dirceu Lindoso, Paripueira seria “Tapagem Destruída”, do Tupi “pari”, tapagem e “cuera” ou “uera”, quer dizer “que não existe mais”. Paripueira foi crescendo se desenvolvendo as indústrias de forno de cal começavam a serem instaladas, os plantios de cocos e cana-de-açúcar crescente, porém em pequenas proporções, até porque sua população ainda pequena voltava mais para a pesca. Paripueira que antes sua energia era fornecida através de um gerador, com horário pré-determinados, já começava a ter luz elétrica, e a água transportada através de carroças de burros e lata na cabeça do Rio Caxéu, era substituída pela água encanada onde já fazia parte do luxo de muitos, Mas aspirações de homens como Sr. Zé Dade, empresário da indústria de cal (extraído das pedras calcárias) e líder evangélicos, Seu José Vasco, comerciante atuante, Seu Moisés (Nino da Casal), ambos vizinhos, geralmente as tardes sentavam em frente de suas residências juntamente com Ademir de Moura, Hamilton Monteiro, Luciano Peixoto, o ex-governador Lamenha Filho entres outros, onde começavam a conversar das possibilidades de ver o distrito de Paripueira, separada de sua mãe Barra de Santo Antonio, porque Paripueira tão perto de Maceió mostrava proporcionalmente melhor desempenho no comercio, na infra-estrutura e o turismo já acenava para uma crescente desenvoltura, suas casas de veraneio começava a cada dia aumentar, e as construções em alta mostrando perspectiva de uma aceleração. Daí esse cordão foi se fortalecendo, houve várias e várias manifestações populares, muitas delas encabeçadas por Luciano Peixoto, “Liberte Paripueira”, outra por Roberto Cabral, esse criando na época uma logomarca, onde apresentava duas mãos soltas das algemas com a frase: “Paripueira sem Algemas”, o povo aderiu esta luta, e com a força do povo de Paripueira, sensibilizou o então Deputado Manoel Lins Pinheiro vindo indicar através de uma Emenda Aditiva de nº 09, a Constituição Estadual de 1988, datada de 04 de setembro de 1989, em seu Art. 1º onde dispunha o seguinte: Fica criado, sob a condição de ser aprovado em plenário, previsto no artigo 2º, o Município de Paripueira, pelo desmembramento da área do Município de Barra de Santo Antonio, descrita neste artigo, dando-se sua instalação no trigésimo (30º) dia após a eleição prevista no artigo 3º. Mas não parou por aí!... As lutas continuaram primeiro a insatisfação por parte daqueles que discordavam da separação, e segundo porque não obedecia aquilo que a Lei determinava em seus artigos 2º - O Tribunal Regional Eleitoral realizará consulta plebiscitária a população da área a ser elevada a categoria de Município, até noventa (90) dias após a promulgação da Constituição. E artigo 3º - O Prefeito e Vice-Prefeito e os Vereadores serão eleitos até cento e cinqüenta (150) dias após a Promulgação da Constituição, mas a vontade popular fez pulsar mais forte, e constantes manifestos foram feitos na Assembléia Legislativa, no intuito de promover os trâmites legais, que a lei determinava. O STF manteve a criação em 1990, então foi promovido o plebiscito acatando a transformação de Paripueira em Município, mas durante esse ano ainda teve a administração por Barra de Santo Antonio. Somente em 1991 houve a homologação pelo então Governador Moacir Andrade, chegando a nomear o Sr. Carlos Alberto Ribeiro da Costa (Carlinhos 03 Irmãos), primeiro administrador de Paripueira, mas o impasse continuava, em maio de 1991, uma nova liminar cassou a transformação do Município. Juristas, como Dr. Roberto Jorge de Araujo Reys, Dr. Lauro Farias, Dr. Benedito Eloi de Moura, incansavelmente trabalharam dia e noite, com a finalidade maior de mostrar a legitimidade. Mas ainda em 1991 o próprio STF reconheceu o erro jurídico e justificando a aceitação, reconduziu o Administrador à cidade. Vindo o mesmo a se afastar para pleitear um cargo eletivo, substabelecendo o cargo para Otávio Leite, e em 03 de outubro de 1992 Carlos Alberto Ribeiro da Costa, foi eleito o primeiro Prefeito de Paripueira, assumindo em 01 de janeiro de 1993, juntamente com uma Câmara Legislativa composta de nove (09) Vereadores eleitos pela vontade popular. Teve uma Administração um pouco tumultuada diria assim metamorfósica, e Paripueira recém-nascida sofreu bastante com as incertezas que eram impostas, naquele momento uma receita mínima daria para o pão e o leite daquela criança, mas o Administrador Carlinhos fazia o que podia dentro das limitações, até porque tudo estava a fazer. Criou juntamente com a Câmara eleita, todas as Diretrizes do novo Município constituído, o 1º Parque Municipal Marinho, vindo a reintroduzir em habitat natural dois (02) Peixes-Boi, bem como o Brasão e a Bandeira através de um concurso público elaborado pelo então Vereador Waltércio Lacava, tendo como contemplado o trabalho apresentado de Valter Lima, sendo eleito por 06 votos válidos, dos 09 legisladores votantes, Foi considerado um Prefeito “festeiro”, promovendo os melhores carnavais já vistos no litoral norte, e vários festivais. Mais a bravura desse povo decisivo, buscou a apoiar-lo e toda sua equipe, vindo a construir algumas obras, administrando até 1996. Nesse ano de eleições dos candidatos a Prefeitos apresentados, Gilberto Leôncio da Silva Junior foi o eleito, assumindo o governo de nossa Paripueira, a partír de 1997, onde promoveu também vários Festivais, sem esquecer a tradicional Festa do Padroeiro Santo Amaro, que atrai multidões de devotos do dia 06 a 15 de janeiro, que vem pagar e fazer pedidos ao Glorioso Santo Amaro, um dos primeiros discípulos de São Bento, chegando a ser abade da Ordem Beneditina, francês de nascença e canonizado pelo Vaticano. Antes de falecer em 15 de janeiro de 584 d.C., Aos 72 anos, já com a fama de santidade teve uma vida de penitencias e dedicação à Santa Igreja Católica Apostólica Romana. E com a devoção a Santo Amaro, Paripueira e seus filhos caminham, administrando com Gilberto até 2000. Novas eleições acontecem, e Carlos Henrique Fontan Cavalcanti Manso torna-se Prefeito eleito, vindo a assumir em janeiro de 2001, sensibilizado com a carência de um prédio para que pudesse funcionar a Prefeitura decentemente, restaurou e ampliou uma casa, instalando assim a Sede do Município, em ambiente próprio e mobiliado, dando melhor comodidade aos munícipes funcionários e contribuintes, ampliou a frota de veículos, em todas as Secretarias do Município, pavimentou e restaurou algumas ruas, ampliou o Posto Médico Central entre outras obras, governou nosso município por oito (08) anos até 2008. Estamos diante de um novo governo assumido em janeiro de 2009, Carlos Abrahão Gomes de Moura, Prefeito que nossa Paripueira acreditou e o elegeu, que caminha pensando conjuntamente com uma equipe, que arregaça as mangas e vai à luta, sabemos das dificuldades encontradas por cada administrador ao assumir um mandato, a responsabilidade é grande, mas o fundamental é saber trabalhar por um povo, pelo povo e com o povo, que um dia acreditando em sua força transformou uma vila de pescadores em povoado e anseia em ter uma Verdadeira Cidade.

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